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quinta-feira, 13 de maio de 2010



Aquele Jesus que estava lá era o Jesus menino, não aquele que lhe falavam, aquele “homem dos milagres”, que ela conhecia e lhe chamava de amigo.  Com sua imaturidade na fé, no cristianismo, o desespero aumentou, pois se sentiu sozinha diante de um quadro e não sabia o que fazer. Foi quando se lembrou do comentário do padre no grupo de jovens que ela participava: “ Maria recebeu uma grande responsabilidade com apenas 15 anos junto com seu esposo José ela cuidou de Jesus e hoje intercede por nós no céu”



15 anos era a sua idade. Na intercessão de Maria ela não acreditava, aliás, de nenhum Santo. Muita coisa  passava pela sua cabeça e o desespero aumentava ainda mais. Então, pensando na frase do padre e no milagre que seus pais lhe contaram, com seu irmãozinho nos braços ajoelhou e começou  a conversar com a Sagrada Família,  pedia p não deixarem o seu irmão e ela  juntos e sozinhos pq ela não conseguiria cuidar dele,  pedia repetidamente que deixasse sua mãe viver, o que seria de sua família sem ela?!


Maria, que também era o nome de sua mãe, foi vista com outros olhos naquele momento. Parecia que os olhos dela estavam tão próximos, ela olhava com tanto carinho que a garota não hesitou em pedir sua intercessão para que sua mãe vivesse mais alguns anos e seu irmão pudesse pelo menos chamá-la de mãe. Ajoelhada, já cansada e com os olhos  cheios de lágrimas abraçava seu irmão fortemente e  olhava aquela Senhora em silêncio.


Era quase 5 da manhã quando sua vizinha apareceu dizendo que seu pai havia telefonado e pedido para ela ficar lá, disse que sua mãe estava na UTI, mas que ficaria bem. Os dias passaram e deixaram-na ver sua mãe, mas lhe disseram que ela ainda estava se recuperando do coma induzindo e que ainda não podia falar, não havia acordado. Isso não lhe interessava, ela queria apenas ver sua mãe. Quando ela a viu, ficou tão feliz, timidamente apertou sua mão e disse em seu ouvido: “mãe eu tô aqui, acorda mãe!” Sua mãe abriu os olhos naquele momento e começou a movimentar os  membros e a equipe a afastou–a de lá.


Alguns dias depois sua mãe estava em casa e recebia muitas visitas. A garota tinha tanto medo de perdê-la que a noite pedia para seu anjo da guarda a acordar. Ela acordava normalmente às 2 da manhã, corria para o quarto de sua mãe e ficava em silêncio até ouvir sua respiração, ai voltava p seu quarto, agradecia a Sagrada Família e dormia. Ela fez isso durante meses em silêncio. No entanto, ela tinha uma dúvida imensa em seu coração e pedia a Deus um esclarecimento, ela sabia que um anjo havia acordado-a aquela noite para ajudar sua mãe, mas ainda perguntava a Deus se sua mãe viveria normalmente ou se foi Nossa Senhora que havia intercedido por ela. mesmo grata com tudo aquilo que havia acontecido, por sua mãe estar viva ainda ficava a dúvida.


Um dia seu professor dispensou sua turma mais cedo e ela chegou a casa em um horário não previsto, chegou sem fazer barulho, pois queria fazer uma surpresa. Então, ouviu sua mãe conversando com uma amiga, a conversa era interessantíssima, o que a fez ficar ali atrás da porta ouvindo. rs Sua  mãe dizia a amiga:
 “ Que mistério é a morte, né? Sabe que o médico disse que ele já tinha desistido de mim, ele disse que já havia tentado algumas vezes a ressuscitação cardíaca, que já tinha passado o tempo das manobras e que já tinha desistido, ai ele colocou as pás num local e pediu para as enfermeiras tirarem tudo que já tinha feito tudo, mas algo segurou a mão dele nas pás, ele pensou e tentou a ultima vez os choques, ele me disse que eu voltei nesta vez, as enfermeiras me falaram a mesma coisa, uma delas é minha cliente e disse que nem acreditou, acho que não era para eu morrer...


Mas acho que  morrer deve ser bom, porque a gente não sente nada, não vê nada, eu só lembro de ter sentido ”falta de ar”, ter ido ao banheiro pegar a “bombinha”  que tinha deixado lá e não lembro de mais nada.

Uma coisa não me sai da cabeça, eu  não lembro de nada, mas tive um sonho muito lindo, o único sonho, no sonho eu vi uma porteira parecida com aquelas de fazenda antiga, muito bonita, ela se abriu e eu vi uma plantação de flores muito lindas, as flores que eu mais gosto e umas lindas que eu nunca vi igual.
 Vi também o meu tio, um tio que eu mais gostava, ele abriu os braços, ai eu comecei a correr em direção a porteira, quanta saudade dele!


Quando estava quase lá ouvi um choro de criança, parei, olhei p trás e vi a minha filha com o pequeno no colo. Olhei de novo e meu tio estava de braços abertos me esperando, me deu uma vontade de abraçá-lo, mas a cena dos meus filhos era tão triste, eles choravam tanto que mudei de direção, corri para onde eles estavam para ver o que estava acontecendo, mas ai o sonho acabou e não vi mais nada.

Por que será, né? Eu não entendi muito bem e achei estranho porque meu filho mais velho e meu esposo não estavam no sonho. Acho que é porque minha filha e o pequeno que precisam de mim. Você não acha?”


Ao ouvir essas palavras a garota sabia exatamente o porquê, correu para o seu quarto e ali chorou muito de felicidade, pois teve certeza que Nossa Senhora havia intercedido por ela, agradeceu muito a Nossa Senhora. Esta história sua mãe só ficou sabendo há menos de 3 anos, num momento muito importante, quando Nossa Senhora pediu para contar a ela.


Sim, Nossa Senhora Intercede por nós, e como intercede!



Obs.: Este artigo foi a primeira partilha enviada por e_mail dia 13/05/2010 para amigos e postada neste blog alguns meses depois, porém permanece com a data enviada por e_mail.

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15 anos

Primeiramente, querida Mãe Maria, quero pedir desculpas por ter demonstrado tão pouco interesse pela Senhora, embora vez ou outra lhe dedicasse alguma oração, quase por tradição, por hábito. Hoje, percebo como esteve e está presente em minha vida e em prova de minha devoção partilharei  alguns dos momentos inesquecíveis vividos ao seu lado, momentos estes guardados em meu coração e em um pequeno diário eletrônico.




“Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: “Eles já não tem vinho.” Respondeu-lhe Jesus: “Mulher, isso compete a nós? “Minha hora ainda não chegou.” Disse, então, sua mãe aos serventes: “Fazei o que ele vos disser.”  (João 2: 3 – 5)

Maria intercede por nós?

Esta é uma dúvida muito comum entre os jovens católicos, era minha também.

A vida era pacata no cotidiano de uma garota de 15 anos que morava no interior de Minas Gerais. Até que um dia, quase 3h da manhã, dormindo (decúbito lateral) em seu quarto, ela sentiu um “puxão” em seu ombro achou que era seu irmão mais velho, então, resmungou: “quero dormir!” e voltou-se para o lado. Novamente, sentiu o puxão e desta vez mais forte virando-a na cama, resmungou o nome do seu irmão bem mais alto, ele não respondeu, então, ela abriu os olhos e viu que seu quarto estava vazio; com muito medo cobriu seu rosto com o cobertor até ouvir um barulho, longe, de uma respiração dificultada, ouviu apenas uma vez, com mais medo ainda chamou seu irmão, mãe, pai e não obteve resposta alguma. Levantou-se e começou a andar vagarosamente até a porta de seu quarto e abriu-a. A luz do banheiro estava acesa e sua mãe estava lá debruçada sobre a pia com um remédio nas mãos, extremamente cianótica e sem reação alguma.


Desesperadamente acordou seu irmão e depois seu pai, pois não conseguia levantar sua mãe sozinha. Enquanto um tentava algumas manobras cardíacas sem sucesso, o outro procurava uma das chaves do portão e do carro. Vendo que nada funcionava, ela passou por uma portinha que dava para a lanchonete, saiu na rua e pulou na frente de um carro que passava por lá, p pedir ajuda. Atendendo seu pedido, o rapaz ajudou seu pai e seu irmão a passar sua mãe por cima de um balcão (lanchonete) e colocá-la no carro em direção ao hospital. Logo depois seu irmão encontrou a chave do portão/carro e foi p o hospital também.


E ela ficou, pois tinha mais um irmão que estava com meses de vida e dormia tranquilamente em seu berço. Naquele silêncio, vazio e desolação, ela foi até o quarto de seus pais, eles nunca foram católicos praticantes, mas no quarto  havia dois quadros. Um de Santa Luzia, pois acreditavam  q quando sua filha era criança ela tinha sido curada. diziam que sua filha tinha uma doença nos olhos (nem sequer ousavam pronunciar o nome) e segundo os médicos ficaria cega, mas que por intermédio de Santa Luzia aconteceu um milagre. o outro quadro era da Sagrada Família.


Naquele imenso vazio que sentia, a garota pegou seu irmãozinho no colo e abraçando – o, começou a pensar que sua mãe não mais o veria, que aquele seu irmão não a conheceria, nem a chamaria de mãe, seu coração ficou tão apertado, desolado, não via saída, mas olhando para o quadro de Santa Luzia lembrou-se do milagre comentado pelos seus pais. Um milagre. Ela não tinha tanto conhecimento e intimidade com aquela Santa, por mais que o milagre havia acontecido com ela. Mas ela conhecia Jesus, gostava dEle, então, ela caminhou até o quadro da Sagrada Família e fixou-lhe os olhos. 

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