Às vezes, Deus nos fala e escolhemos não escutar. Em outras, Ele nos mostra o caminho, mas insistimos em desviar o olhar. Há momentos em que nos fazemos de surdos e mudos por medo, insegurança ou simples comodismo. Quando, porém, abrimos o coração à sua vontade, Maria, nossa Mãe, permanece ao nosso lado, conduzindo-nos com delicadeza ao encontro de seu Filho.
“ ...E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como
ouvirão falar se não houver quem pregue?” (Rm 10, 14)
Passei boa parte da minha vida acreditando que tudo o que acontecia comigo era fruto da minha imaginação. Por isso, evitava tocar no assunto. Quando fazia uma pergunta a Deus e, de alguma forma, recebia uma resposta, preferia silenciar. Escrevia tudo e guardava... Dizia a mim mesma que, um dia, compreenderia aqueles acontecimentos ou, quem sabe, os reuniria em um livro. Era apenas uma questão de tempo. Via Jesus como um grande Amigo, sempre pronto a me aconselhar, e imaginava meu Anjo da Guarda como um "tiozinho surfista", meio atrapalhado, porque as coisas em minha vida acabavam dando certo das maneiras mais inesperadas e engraçadas. Com o passar dos anos comecei a compreender um pouco melhor o que estava vivendo. Em vez de sentir alívio, fiquei profundamente pensativa.Cheguei a pensar que estivesse enlouquecendo. Discretamente, durante conversas com amigos que eram profissionais da área, procurava entender se aqueles acontecimentos poderiam indicar que havia algo de errado comigo, sem revelar que, na verdade, estava falando de mim mesma. Curiosamente, as pessoas acreditavam no que eu lhes contava mais do que eu mesma, porém,
começaram a repetir com certa freqüência alguns pontos, um deles era falar de
Deus aos outros. Fiquei com medo e tive nos anos que se seguiam muitas confirmações a respeito, algumas vividas ao lado de pessoas do MUR.
Mas o que fazer? Era uma inquietação e comecei a
pedir a Maria que me ajudasse, tudo foi mudando em minha vida, aos poucos, percebi que Deus já estava conduzindo cada passo da minha vida.. .não
conseguia ainda falar em publico até que no meio daquelas confirmações que se
seguiam eu estava à procura de um emprego mais calmo e de poucas horas e pela
situação que me encontrava, aceitei o emprego, a qual, minha função seria falar
em publico. Com os anos percebi que já estava fazendo o que não queria e que não
era tão difícil assim, embora falar de Deus é sempre mais complicado.
As pessoas me diziam que
eu deveria contar a outras, não em segredo, mas como testemunhos, depois me
falavam p escrever, eu brincava dizendo que pensaria, mas era algo que já
estava em meu coração e nos arquivos escondidos. Continuei a pedir a Maria que
me preparasse e me ajudasse p que fizesse no momento certo. Um dia aconteceu um
fato muito serio comigo que dentre os testemunhos chamo de “a essência” e disse
a Ela que a partir daquele dia não recusaria mais falar do filho dEla, na
semana seguinte me chamaram para a minha primeira pregação - foi um sufoco, mas
aceitei - os organizadores dividiram os temas e me deram como tema Maria, as
seguintes também, então achei que Ela realmente estava me ajudando e foi assim
que consegui perder um pouco da timidez em publico, confiar, partilhar
testemunhos e por devoção enviá-los no mês de maio a amigos. Que pra mim ainda
é algo muito difícil, pois de certa forma estou me expondo apenas pela fé.
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